Eu não sou uma pessoa que esbanjo simpatia por todos os poros, mas tão pouco sou mal-educada para ninguém.

Tenho um cão que não passa despercebido, simpático e bonzão apesar das suas grandes dimensões. Pensava eu, que vivendo actualmente num pais onde cães é coisa que não falta, visto que 48% das famílias italianas possuem no mínimo um animal de estimação, que a informação e boa educação, em relação aos nossos amigos de quatro patas, fosse um dado adquirido, mas não.

Esta semana tenho conversa que nunca mais acaba sobre isto. Desde um que achou por bem dizer que quem tem um cão tem de pagar um taxa extra (como se as que eu pago não bastassem, para informação a carga fiscal em Itália leva cerca de 46% dos rendimentos, coisa pouca portanto), outra que comparava animais com crianças, ficando sempre o animal em clara desvantagem (mas que na minha modesta opinião não podem sequer ser comparados por motivos mais que óbvios), outra que me disse num tom muito sabedor que o meu veterinário era uma merda e para eu não o levar mais lá (uma atrasada mental que levou o cão dela para o mato sem ainda ter todas as vacinas, o que veio a causar uma infecção enorme no bicho e posterior morte, e depois culpou o veterinário), outra que insiste em dizer de que forma devo educar o meu cão (como se eu alguma vez tivesse pedido conselhos a uma anormal como ela), e por fim um hoje que ao tocar no meu cão, depois de devidamente autorizado, insistia porque insistia para que o cão lhe lambesse a cara e as mãos, e a cada recuso meu, continua a insistir naquela porra, até ao momento que lhe disse que se digo NÃO é NÃO e PONTO FINAL, sou eu que mando e a ultima palavra é minha, na brincadeira ainda me chamou Hitler, brincadeira infeliz, porque lhe voltei a responder para não passar as marcas e que a brincadeira já tinha terminado antes sequer de ter começado. Todos eles conheço, à excepção do primeiro, não são amigos, são pessoas que me conhecem ou do trabaho ou da vida quotidiana, não têm grandes confianças, mas ainda assim arranjam um bocadinho nas suas vidas mal resolvidas para cagar postas de pescada sobre a vida dos outros.

Esta é uma grande mania do povo italiano, opiniões para tudo e mais alguma coisa, e nesta coisa prefiro os Portugueses (nesta e na maioria) que tem a fama de ser pouco conversadores e até pouco afáveis.

Já dizia o outro que as opiniões são como as paxaxas, cada uma tem a sua e quem quiser dá-lá, dá.

Daqui tenho a dizer que há muita puta nesta terra.

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