Gosto de visitar o shiuuuuu, o site dos segredos. Nunca revelei nenhum segredo, até porque acho que não tenho nenhum, mas já me encontrei em tantos. Li nestes dias um post a respeito de uma emigrante, do quanto lhe custa a distancia, e mais ainda, do quanto se sente “obrigada” a continuar distante. Na caixa dos comentários a esse post, outros tantos emigrantes que se reviam no post.

Como emigrante que sou, e não sendo obrigada a isso, ou melhor não fui, talvez agora como se encontra Portugal até o seja, encontrei-me na dor da distancia, do quanto custa. Não há dia que não pense, não há dia que não o sinta. É qualquer coisa de maior, não sei explicar. Mas depois de 3 anos e meio ainda não me sinto em “casa”, mesmo estando em casa.

Não fui obrigada a isso porque tinha emprego “fixo”, não ganhava muito mas bastava para a vida que fazia, consegui comprar um carro, depois outro, andar durante três anos numa universidade particular, sair, passear, viajar, comprar casa. Certo que recorri a empréstimos, certo que tinha de dar tempo ao tempo para algumas aventuras, certo que não conseguia viajar para alguns destinos e estar pelo tempo que queria, certo que não ía jantar fora todos os dias e mais certo ainda que a casa que comprei não é uma mansão, talvez o mais parecido que vi até hoje a uma casa de bonecas. Não fui e nunca me senti obrigada a sair. Talvez agora como se encontra Portugal até o seja.

Saí de Portugal porque há muito o queria fazer, queria viver esta aventura no estrangeiro, Itália surgiu à ultima da hora, quando já estava quase tudo alinhavado para ir para Londres, saí por um máximo de 1 ano. E sai a pensar que a distancia ia ser o mais pequeno dos meus problemas, mas não foi, ainda que não seja um verdadeiro problema, é algo presente, todos os dias, todo o santo dia. Quantas vezes não me apeteceu fazer a mala e seguir para o aeroporto sem sequer olhar para trás, tantas mas tantas vezes, existiram momentos que isso foi apenas uma questão de tempo, do tempo que me tinha dado para recuperar. Hoje não penso em ir embora assim, o momento que vivo hoje no presente é outro, mas penso sempre que isto é uma passagem, a tal aventura que tanto queria viver. E a dor, se é que é uma dor, continua sempre aqui. Esta sensação de estar bem, mas incompleta.

Mais uma vez, esta sou eu, perdida nos meus pensamentos.

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One thought on “

  1. Eu mesmo vivendo em Portugal, depois de viver em vários sítios, quando me perguntam de onde sou estanco sempre e fico sem saber a resposta….costumo dizer que sou um ser do universo!

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