Esta sou eu, perdida nos meus pensamentos – parte 1, não sei se existirá parte 2, mas ainda assim e pelo simples facto que fica tanto por dizer, esta é apenas uma parte, a primeira.

Um blog, quando o único objectivo é o da partilha, de desabafar, de escrever para “alguém” e ao mesmo tempo não escrever para ninguém a não ser para nós mesmos, é algo muito pessoal, um diário. Isto claro na minha opinião, e é sem duvida o único motivo e razão deste e de outros “espaços” que tive.

Um blog, e neste caso, este blog, sou eu. Tantas vezes chata, repetitiva, desanimada, chateada, mas sou assim. Claro que também sou fútil, que me interesso por merdisses. Tenho também momentos de felicidade, muitos. Sou confusa. Sonhadora e pior, saudosista. Muito. Tanto. Outras vezes clara como agua. Tenho dias que não suporto ninguém, tenho outros que preciso de estar com um mundo de gente. Não sou rica, não viajo (nem fora, nem dentro), a não ser daqui para “casa” e de “casa” para aqui. Não visito museus e não perco mais que 3 minutos a olhar para a fachada de um prédio, por mais bonito e artístico que seja. Não tenho um emprego de sonho, mas gosto muito do que faço. Não tenho planos para o “amanhã”, tenho projectos e um deles é ser feliz, com o meu pouco, que é tanto. Não perco tempo a explicar-me a quem não me interessa, muito menos a mostrar os dentes. Sou um bocadinho anti-social. Os meus amigos contam-se pelos dedos das mãos. Mas com os “meus” sou uma lapa, e quando “meus” são meus e só meus. Enfim, sou assim. Uns dias tanto, outros nada e pelo meio assim-assim.

Não sei o que passo para “esse” lado. Que imagem reflecte no espelho. Sei apenas que bom ou mau, sou eu. Sou eu nas minhas fraquezas e nas minhas tantas forças. E uma das minhas maiores fraquezas é o amor maior que sinto pelos “meus” de sangue e de estrada. Um deles quase me destruiu, o de estrada. Não morri. Não vi a luz no fundo do túnel. Mas caí, arranhei-me e fiz ferida. Ainda hoje tenho a cicatriz. Foi-se a ilusão e ficou a realidade. Mudou-me. Tanto. Tanto, que existe a Sara do antes e a Sara do depois. Como um marco que assinala o fim “de” e o começo “de”.

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One thought on “

  1. Raquel diz:

    Mais uma vez, desculpa ter lembrado… Foi um pensamento alto que podia (e devia) ter guardado para mim…
    No meio dessa descrição toda, está tudo aquilo porque gosto de te acompanhar e desejar que estejas sempre bem (mesmo não sendo possível) e sejas sempre feliz! 🙂 Beijocas e obrigada pela partilha

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