Doi-me o coracao de ver Portugal de pernas para o ar, do avesso, sem rumo, a apertar cada vez mais o pescoco a quem tem direito e quer construir um futuro com dignidade, baseado nos valores que sempre nos foram ensinados desde pequeninos.

Nao e’ por estar aqui, que verdade seja dita tambem nao esta’ muito melhor, que nao acompanho e nao sinto a dor dos meus quando falam comigo ao telefone e insistem em repetir que esta’ tudo bem, quando sei que nao e’ bem assim.

Como e’ possivel que se tenha perdido o direito ao trabalho, o direito ao futuro, o direito simplesmente a sonhar.

Nao foi a crise que me afastou, mas e’ a crise que me obriga a ficar sempre mais um bocadinho, porque aqui, sejamos sinceros a vida nao e’ um sonho, mas e’ a vida possivel e sou muito grata por tudo o que tenho e que me e’ possivel no dia a dia.

Mas quero voltar, quero voltar a’ minha casa, a’ minha zona de conforto, ao calor dos meus, e quero-o tanto que chega por vezes a doer, e se nao for para um Portugal melhor, que seja, para um Portugal que deixei e que continuo a amar e a respeitar alem fronteiras, mesmo quando ele nao nos respeita.

E porque nao participei na manifestacao, e porque o queria tanto fazer, fica aqui o meu obrigado a quem levou tambem a minha voz a’ rua, a quem tentou defender os meus direitos, a quem nao desiste e continua a lutar e acreditar num Portugal melhor, a todos o meu muito obrigado.

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