Numa destas noites, em que o calor me levou o sono, perdi-me no meu blog (ou melhor no meu antigo blog), li-o praticamente de uma ponta a’ outra, e ri tanto, ri com satisfaçao, li o blog como se de outro qualquer blog se tratasse, recordei-me da leveza de tantos dias, das duvidas, das conquistas, das minhas noias com as coisas mais parvas, mas sempre com a sensaçao de distancia, de destaque, de algo que ja’ passou, que nao me pertence, e que nao voltara’ mais. 

O tempo mudou-me, hoje substituo a palavra “tempo” a’ palavra “mudança”, porque foi o tempo que me mudou e nao o facto de estar a viver esta experiencia fora, moldou-me e limou tanto as arestas que se criaram novas, mais espinhosas. Nao tenho a certeza se sou uma pessoa melhor, creio que nao, sou menos exigente com a vida, com as pessoas, tenho sempre presente esta “nao pertença” ao ambiente onde me encontro, observo demasiado os gestos, lei-o muito nas entrelinhas, espero pouco e dou ainda menos. Uso e abuso da palavra “proporçao”, de uma proporçao que por muito que queira nunca sera’ justa, porque nem eu mesma sei ser sempre justa com quem realmente merece, e depois existem aqueles momentos que apenas esperam de ser vividos, assim, ao momento, sem proporçoes e eu nao me deixo levar, nao me quero deixar levar, porque sei que no final de tudo, serei eu e somente eu, a lamber as minhas feridas.

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Numa destas noi…

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